
"Que o outro saiba quando estou com medo,
e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio
e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não
o amarei menos porque estou quieta...
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice...
Que se eu eventualmente perco a pacência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire...
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher- maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - simplesmente, uma mulher. "
[Trecho de uma crônica de Lya Luft]
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